Servindo a Diáspora Brasileira

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É possível colocarmos as próprias limitações ao alcance das bênçãos de Deus por meio de nosso trabalho? É comum presumir que temos de acumular os benefícios de nosso trabalho para nós mesmos a fim de que outros não obtenham vantagem sobre nós. Podemos recorrer ao sigilo e ao engano, à trapaça e à corrupção, à exploração e à intimidação num esforço para obter vantagem sobre os rivais no trabalho. Parece que aceitamos como fato a suposição não comprovada de que nosso sucesso no trabalho deve vir às custas dos demais. Será que passamos a acreditar que o sucesso é um jogo em que um precisa perder para o outro poder ganhar?

Criada em 1981 por João Leite, o “Goleiro de Deus”, Baltazar, o “Artilheiro de Deus”, e outros esportistas, a Missão Atletas de Cristo (ADC) tem por objetivo propagar o Evangelho pelo mundo por meio da linguagem universal do esporte. Em quase quatro décadas de atuação, a entidade tem alcançado homens, mulheres, jovens e crianças em várias partes do globo, levando ajuda humanitária e a mensagem transformadora de Jesus Cristo a localidades como África do Sul, Austrália, Burundi, Chile, Indonésia, Fiji, Japão, Madagascar, Malásia, Mianmar, Moçambique, Quênia, Singapura, Tailândia, Uganda, Vietnã, entre outras. Um dos ministérios cristãos mais significativos em âmbito mundial, ADC tem conquistado prestígio de importantes interlocutores do mundo esportivo, graças ao bom comportamento e testemunho de vida dos vários atletas que vestem a camisa da missão…

Pelo menos nos Estados Unidos, as igrejas evangélicas têm em grande parte negligenciado os assuntos de fé, trabalho e vocação. Temos a tendência de focar em salvação, evangelismo ou discipulado pessoal básico (leitura da Bíblia, oração, comunhão), mas ignorar o que a maioria das pessoas faz 40, 60 ou 80 horas por semana.

Paulo começa este capítulo exortando “que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade” (1Tm 2.1-2). O objetivo desta oração é que os cristãos venham a levar “uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade” (1Tm 2.2). Presumivelmente, esses governantes do primeiro século tinham o poder de tornar a vida difícil e perturbadora para os cristãos. Por isso, Paulo exorta os cristãos a orarem por seus governantes cívicos. Oração, paz e ordem são os primeiros instrumentos de engajamento dos cristãos com o mundo secular.